De Comunidade à Turista – Troca de Papéis, Responsabilidades e Concessões
Keywords:
justiça social, sustentabilidade, turismoAbstract
Este artigo enfatiza o fenômeno do turismo sob a tutela do Estado, na qualidade de produto turístico no que diz respeito à promoção da justiça social. A partir das determinantes internas a comunidade é sujeita a condições – obrigações e ônus sociais e ambientais. Revela a mudança de discurso que se distancia da forma atual de defesa da participação popular no Estado Democrático do Direito. Possibilita através do modelo adotado de gerenciamento do processo demonstrar o outro lado da moeda, ou seja, como e com que facilidade ocorre a troca de papéis, imposição de responsabilidades e inevitáveis concessões de espaços. Nessa perspectiva traz um olhar particular sobre uma segunda exploração do espaço público e a conformação numa privatização de espaço público. Revela que o Município de Foz do Iguaçu está no centro de dois pilares turísticos que detém várias similaridades, desde a autonomia Governamental, transformando-a num corredor turístico onde a ocorrência do fenômeno do turismo ocorre portão à dentro em ambos pilares turísticos: Parque Nacional do Iguaçu e Complexo Turístico de Itaipu. Relativiza os direitos humanos num período onde o modelo do capitalismo no turismo está por detrás do discurso do desenvolvimento sustentável, traduzindo um conceito políticoparticipativo do turismo.